24 janeiro 2010


Encontro-me no meio da valeta,
meu corpo entregue ao fado presente,
se deixa levar por desconhecidos mares
Mares de incertezas e inconstantes surpresas.


Por entre vales e montes faz-me caminhar...
Por entre vales e montes tentaste-me encontrar...


Agora que nada tens vens me buscar?
Depois de me teres feito cair num poço sem fundo?
Desejo-te sim! é verdade...
Mas enganaste-te quando pensas-te que estava aqui para sempre.
Não! nunca,
Magoaste-me, usaste-me, fizeste-me sorrir pra que?


Longos messes passei nesta escuridão demente
que me controlava os sentidos e maneira de viver
E quando Finalmente vi um ponto de luz,


Uma Luz, Uma saída deste mundo de memórias inesquecíveis,
Memórias presentes,guardadas e vividas
para sempre!
no meu subconsciente que se encontra preenchido de pensamentos.


Só,
Trepo,
Paredes cheias de unhas cravadas de pessoas indesejadas que por aqui passaram,
Trepo,
e cada vez maior é a luz!
Sinto,
Sinto a luz que me encadeia a queimar.me a pele...


Como sabes bem!
Trás-me a vida que preciso!
Sinto,
Sinto meu corpo voar em teu caminho
E encontro-me no meio de uma valeta
Coberta de corpos vazios de vida.


Forças? perdi-as pelo caminho,
Perciso de outro tu para as encontrar
E agora, que ja não a tenho
Nem a vou ter, nunca.
Amei-te demais,
E Perdi-me...
no meio de tantos corpos caidos sem vida, espero,
Espero minha hora,
Só.

22 janeiro 2010

Revelações

Revelo que...
Foi naquele segundo...
Onde o claro da noite
se tornou escuro do dia...
Que encontrei no frio do meu leito
O Calor...
Calor mortifero q me penetra...
Prazer alucinante q meus olhos transmitem
Sobre teu corpo...
Que preso ao meu formam um...
Duas almas q se conhecem na magia...
estado mais puro q a escuridão
em nossa volta conhecerá...
Dois pensamentos q se tornam um só...
Revelo que...
Quando de mim te apoderas...
com esse teu ar...
Ar q só minh'alma consegue respirar...
Dois corpos que se entrelaçam
e ao mesmo ritmo...
Devagar...
surge o Desejo Carnal...
E que com a loucura do ser...
Seu lado selvagem revela...
Arranho-te...
Mordo-te...
Com toda aquela morbidade que o réu enfrenta...
Penetra-me novamente...
Rapido...Peso-te...
Faz com que me contorça...
Faz com que o meu
seja teu...
Naquele momento...
Revelo q...
Um corpo envolto na insanidade pura...
Um corpo suado e cheio do Prazer...
entram em climax
com apenas um gemido...
Revelo que...
Ouvir tua respiração
tão proxima de mim...
Exita-me...
Sentir-te tão louco por meu corpo...
Corpo que te entrego...
Deixa-me louca...
E no fim...
Revelo que...
Depois do Desejo Carnal...
Resta-nos um ao outro...
Um corpo nu
se torna dois...
Um beijo...Suave...
teu beijo...
e isso pra mim chega...
Revelações...

17 janeiro 2010

Sou

Passando pelas linhas da mente
procuro numa escuridão inesperada,
o motivo pelo qual
porsigo esta estrada.
Estrada de pensamentos vãos,
Com principio, Sem fim...
Encontro inúmeras histórias
Passadas, vividas e guardadas
Infelizmente inacabadas.
Acredita,
Se ainda penso no passado
Onde Tu e Tu se encontram retratados,
Nas histórias
Passadas, vividas e guardadas
Na minha linha de mente,
É porque Tu e Tu...
são muito mais do que imaginam.
A todos os Tu's do meu inicio,
A voçes que me cravaram agulhas
Pequenas, grandes e até insignificantes
Como se um boneco fosse.
A voçes!
Que gostavam, adoravam e amavam
Mas que acabaram por seguir,
Outros caminhos e longas estradas.
Encontrem em minhas palavras
A gratidão
Formei-me Pessoa com vossas facadas
E agora sou, talvez, o que Tua pessoa inveja.

16 janeiro 2010

Plano

Plano traçado por dois seres.
Uma vida, talvez...
Um caminho...
Um romance q acabou
Com um corte profundo.

Teu sangue q corre minhas mãos
Percorre-me o corpo e as memórias.
Suspiro inexistente..
-"Perdemo-nos"...
Sim!
Perdi-me quando te amei...

Liberta-me desta demência constante!
Agonia presente
Corrida de prazeres passados
Por duas almas perdidas neste mundo...
Mundo de Injustiças!

Duas pessoas que se desencontram...
Eu perco o coração...
Tu a existência...

Num simples sopro!

Trespassou-o
Como se de um animal se trata-se..
E a memória?
Memória do liquido q s encontra espalhado
pelo chão da casa...
Impotente
A loucura consome!

Peguei no que resta...
Um corpo...
Abraço...Verto a primeira lágrima...
Descobri sofrimento...
Sabia bem?
Não!

Vida perdida por momentos
Percorrida de angustias e de medos...
Medo? de q?
De rever teu espírito em mim...

Sinto!
Sinto o vento que me bate na cara...
Encontro-me onde teu corpo Jaz
Morto está!

Vinho q me acompanha
Na jornada do meu fim...
Junto a ti e a tudo que era nosso.

Enquanto adormeço posso ver
Vejo as pessoas em meu redor...
Olham para mim...
Meu corpo sobre tua casa...
Breve segundo, nada sinto.

E ali fica...
Vestígios do nosso amor,
Inicio do sofrimento ao nosso redor.

Fim do dia,
Ultimo dia.

Nossa história
Teu e Meu desespero
Se torna, puramente,
Em corpos caídos...
Vazios de vida,
Cheios de amor.

Assim te foste,
Assim me fui,

Corpos juntos,
Almas unidas por uma realidade.
O nosso eterno Amor.